Conteúdos > 3 cenários que podem aumentar ou reduzir o valor do INSS da sua obra
Conteúdos > 3 cenários que podem aumentar ou reduzir o valor do INSS da sua obra
Por Fred Durand
Quando o assunto é INSS da obra, muitas pessoas acreditam que a regularização acontece apenas no final da construção.
Mas a realidade é outra.
As decisões tomadas durante a execução da obra podem impactar diretamente o valor apurado pela Receita Federal na hora da regularização.
As regras são as mesmas para todos. O que muda é o planejamento.
Para simplificar, organizei a dinâmica do INSS da obra em três cenários práticos.
É o caminho de quem organiza a obra desde a abertura do CNO (Cadastro Nacional da Obra).
Mesmo sendo pessoa física, o proprietário deve registrar os trabalhadores no eSocial e realizar os recolhimentos ao longo da execução da obra.
Na regularização final, a Receita Federal utiliza os valores já recolhidos como crédito para abater o valor apurado na regularização.
Assim, caso exista algum saldo residual a pagar no encerramento da obra, você não terá o impacto de arcar com todo o valor de uma só vez e, o mais importante, evitará multas e juros decorrentes de atrasos.
É o cenário mais comum no Brasil: a obra é executada sem controle e a regularização fica para o final.
Ao concluir a obra, vender o imóvel, buscar financiamento ou receber uma notificação, a Receita Federal calcula o INSS de uma só vez com base nos parâmetros da construção civil.
Além de concentrar todo o custo da regularização em um único momento, o valor apurado sofre a incidência de juros e multas por atraso.
E o pior: se houver uma notificação fiscal não atendida, a multa de ofício pode passar de 75% sobre o valor devido, tornando o processo muito mais caro.
O Fator de Ajuste é um benefício previsto na legislação para obras de pessoas físicas.
Mas ele não é automático. Para ter direito ao benefício, é necessário cumprir requisitos específicos e adotar um planejamento adequado durante a execução da obra.
Quando a construção atende aos critérios exigidos pela Receita Federal, o próprio sistema pode reduzir significativamente o valor do INSS apurado na regularização.
A economia pode chegar a até 73% em comparação com uma obra executada sem a devida formalização.
A Receita Federal aplica as mesmas regras para todos os contribuintes.
O que define se você pagará juros e multas desnecessários ou se poderá aproveitar benefícios previstos na legislação é a forma como a obra é conduzida e documentada.
Por isso, a regularização não deve ser tratada apenas no encerramento da construção. As maiores oportunidades de economia surgem durante a execução da obra.
A regra de ouro do mercado imobiliário é simples:
construir certo custa muito menos do que corrigir depois.
Cada construção possui características próprias e exige uma análise individual.
Nós avaliamos a situação da sua obra, identificamos oportunidades de economia e orientamos você sobre a melhor estratégia para uma regularização segura e eficiente.
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